Sobre nós

                       A  Associação de Pais de Autitstas de Jacareí – APAJAC – é uma instituição sem fins lucrativos, que proporciona a terapia adaptativa do indivíduo com TEA (Transtorno do Espectro Autista), através de Método Estruturado com Psicopedagogos e Acompanhamento, visando sua autonomia (independência / capacidade de se auto cuidar). Conta também com assistência psicológica e social aos seus cuidadores, orientando-os individual ou coletivamente no esclarecimento dessa forma se ser, através da Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicopedagogia e Acompanhamento Médico, visando sua autonomia (independência / capacidade de se auto cuidar).  Conta também com assistência psicológica e social aos seus cuidadores, orientando-os individual ou coletivamente no esclarecimento dessa forma se ser.

                      A associação surgiu com um grupo de mães buscando entender o que causava os diferentes comportamentos de seus filhos. No dia a dia as mães percebiam que eles tinham um potencial diferenciado, partindo desta observação foram buscar ajuda profissional para descobrir o que e entender o TEA.

Desde o início, a APAJAC desenvolve seu trabalho com a única preocupação: atender e dar suporte para as crianças com Autismo e sua família. Em 2012 atendia aproximadamente 30 crianças, e atualmente são mais de 150 atendidos ao longo de cada mês, com idade variando de três a trinta e cinco anos que frequentam a Instituição, de duas a três vezes por semana.

                     Os atendimentos são interdisciplinares, divididos em oficinas terapêuticas: de terapia ocupacional, atendimento fonoaudiológico, oficina de alfabetização, aulas de educação física, atividades de pedagogia em salas de aulas, atendimentos de fisioterapia, atendimentos psicológicos às crianças e grupos terapêuticos com os pais ou responsáveis, sendo que, os atendimentos psicológicos individuais e os grupos terapêuticos seguem orientação psicanalítica.

                     As atividades interdisciplinares acontecem de segunda a sexta feira no período matutino, com o objetivo de realizar atividades coordenadas pela psicóloga com toda a equipe pedagógica. São realizados grupos de leitura, discussão de filmes, supervisão com profissionais de fora da Associação e uma vez por mês grupos operativos com a equipe pedagógica. Já no período vespertino, os alunos vão para a Instituição e são realizadas atividades lúdicas com todos os alunos juntos coordenados pelos setores da Educação Física e Terapia Ocupacional.

                     Há alguns anos, a Instituição iniciou um processo de mudança quanto a abordagem utilizada para o tratamento dos alunos. Por muitos anos eram utilizados métodos exclusivamente comportamentais, pois acreditava-se que somente assim poderiam obter algum desenvolvimento e melhora do quadro da pessoa portadora do Transtorno do Espectro Autista. Os principais materiais utilizados eram o TEACCH (Tratamento e educação para crianças com autismo com distúrbios correlatos da comunicação) e o PECS (Sistema de Comunicação por Figuras). Através desses recursos, observou-se algum ganho de autonomia e independência dos alunos, porém, só era possível realizar as atividades propostas se fosse apresentado o quadro de figuras, o que foi nos deixando incomodados, pois não era uma atividade aprendida, e sim, um treino associativo de habilidades. A partir daí, iniciou-se todo um processo de mudança dentro da Instituição. Não se quer aqui que se dê a entender que uma abordagem é melhor que a outra, ou que os métodos comportamentais não ajudaram e ajudam até hoje. Algumas vezes nos casos mais graves ainda são usadas algumas figuras, além da previsibilidade, ou seja, o que será feito ao longo do dia para que o aluno consiga executar as atividades.

                    Inicialmente, as mudanças ocorreram em relação ao olhar dos próprios profissionais da Instituição para os alunos, pois, durante muitos anos, acreditava-se ser possível uma aprendizagem somente através do treinamento com figuras e usando muito pouco a linguagem. Em seguida, passou-se a acreditar que cada um é único, com sua individualidade, com suas potencialidades assim como suas dificuldades, porém, acredita-se que todos os portadores do Transtorno do Espectro Autista podem se desenvolver e se beneficiar através dos cuidados, orientações e escuta psicanalítica.

                    Atualmente, é possível uma comunicação numa mesma linguagem entre toda a equipe. Cabe aqui destacar que toda a equipe da Instituição, seja equipe técnica, professores e funcionários, acreditam que com a mudança os alunos evoluíram de uma maneira melhor, com mais qualidade de vida, com mais autonomia e independência.

                    Hoje em dia, o processo de entrada na APJAC inicia-se através de uma avaliação psiquiátrica que pode ser feita dentro ou fora da Instituição, seguida por uma avaliação psicopedagógica. Estando dentro do Transtorno do Espectro Autista, o aluno poderá iniciar seu tratamento, mediante a existência da vaga. A divisão das salas ocorre mais sob o aspecto das funcionalidades e potencialidades de cada um do que com a idade cronológica, e que, ao longo do tempo, essa divisão pode mudar. Em cada sala de aula há no máximo seis alunos, contando com um pedagogo para um ou dois alunos.

                    Dada a entrada na APAJAC, é realizada com toda equipe técnica uma anamnese com a família ou responsável, e inicia-se o trabalho de acolhimento e orientações aos mesmos.

                    Desde a entrada na Instituição, é oferecido a família a possibilidade da participação dos grupos terapêuticos semanais, grupos de alongamento e relaxamento e se necessário conversas e orientações individuais.

                    Também, ao final de cada semestre são organizadas reuniões de pais a fim de deixá-los informados sobre a evolução e dificuldades de cada um, sendo também um momento de aproximação entre a equipe e os familiares que frequentam a Instituição.

                    Concomitante há nesses programas uma preocupação muito grande a respeito da escolaridade desses alunos que estão incluídos ou não na rede regular de ensino. Ao longo do trabalho foram sendo realizadas algumas parcerias com as escolas regulares a fim de ajudar esses alunos no processo de inclusão. O objetivo maior não é a alfabetização em si, mas que na escola regular de ensino esses alunos possam conviver com outras pessoas com outras síndromes ou não, da mesma idade cronológica, que possam respeitar outras regras, conviver em outros meios sociais, para que assim possam desenvolver capacidades de lidar com o mundo externo.150